quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Em/no processo

A anormalidade é normal. O absurdo nada tem de irreal. O fascínio é a entrega. É voltar à origem sem ter nem mesmo saído do lugar. A calçada é lugar, é casa, é acontecimento. Desníveis. Irreversível. Tropeço. Queda. A pedra no meio do caminho. O encontro e o desencontro. A casquinha da ferida tirada sem dor, consciente. O susto do outro, do passante [será? ainda não fomos não saímos para a célula calçada mãe princípio de todas as coisas]. Aquele que transita não passa, é despercebido. Lugar de conforto, segurança. Bêbados que se lançam. Gatos e cães que ali matam a sede. Crianças que com barquinhos de papel navegam nesse longo rio. Enxurrada que tudo leva. Estamos. Em/no processo. Agora. Já foi?

[Provocador e oficineiro: Mauro Júnior]

 

2 comentários:

  1. Tudo isso é obra nossa Meio Fio realidade sugada de todos nós, onde tudo acontece e as vezes nada se vê, é nesse Meio Fio da calçada que a vida passa despersebida.

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  2. Todos aguardam no meio fio da vida pela oportunidade que os leve para o outro lado da rua.

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