segunda-feira, 31 de outubro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Destino

Em calçadas noto o caminhar de futuros defuntos. Sem data certa mas com fim definido: cada um em sua singular sina até o óbito.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Delírio

"E não podemos admitir que se impeça o livre desenvolvimento de um delírio, tão legítimo e lógico como qualquer outra série de ideias e atos humanos."
Antonin Artaud

Poesia, em sua essência.

Em/no processo

A anormalidade é normal. O absurdo nada tem de irreal. O fascínio é a entrega. É voltar à origem sem ter nem mesmo saído do lugar. A calçada é lugar, é casa, é acontecimento. Desníveis. Irreversível. Tropeço. Queda. A pedra no meio do caminho. O encontro e o desencontro. A casquinha da ferida tirada sem dor, consciente. O susto do outro, do passante [será? ainda não fomos não saímos para a célula calçada mãe princípio de todas as coisas]. Aquele que transita não passa, é despercebido. Lugar de conforto, segurança. Bêbados que se lançam. Gatos e cães que ali matam a sede. Crianças que com barquinhos de papel navegam nesse longo rio. Enxurrada que tudo leva. Estamos. Em/no processo. Agora. Já foi?

[Provocador e oficineiro: Mauro Júnior]